sexta-feira, 4 de maio de 2012

Clarice

Clarice era uma mulher diferente.
Cantava repente
num povaréu do Nordeste.
Mesmo que de repente
acometesse uma peste
que devorara a lavoura.
E ela, escrava do clima
perdia batata, tomate, cenoura.
Mas a nossa heroína
como quem não desanima
pegou o bonde da trupe circense.
Partiu pra capital Fluminense
a cantar repente.
Mesmo que de repente
ninguém entendesse.
Clarice era além dessa gente.

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