segunda-feira, 27 de agosto de 2012

138

Tíbio o vento da janela.
Uma valsa no computador.
Sozinha ao breu.
As cigarrilhas e eu.
Os meus amigos já se foram.
E aquelas tardes de poesia?
E a nossa rebeldia?
Ratos marginais sangrando.
O vinho na geladeira
e a noite inteira
trocando-se.
Rua dos Inválidos 138.
Não sabia que meu coração
tinha esse número.

Nenhum comentário:

Postar um comentário