Uma estrela está para nascer.
Chamem os palhaços,
os loucos, poetas.
Só não os síndicos.
O céu brilha pungente
sobre nós,
e a praça aflora.
Panelas, cartazes, palavras.
Qualquer gesto de amor.
E venham, vejam, sintam,
tomem cuidado.
Pois eles virão com perguntas,
com respostas prontas,
impondo uma direção.
Cerceando a própia transformação.
Mas o céu, a praça, as palavras
não são mais as mesmas.
E nós já não somos os de ontem.
Venham, vejam, e não sejam
confinados
à um só destino.
É que a estrela e a palavra
pedem para que apenas
deixemos estar.
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