A vida é bela.
Mas quantos irmãos
passando fome.
Nun canto da rua
vejo o cantar da vida.
Bonita.
Ela é bonita.
Crianças passam,
correm, riem.
Nada nunca igual.
Mas os homens tão matando lá fora!
Um colibri pousa, olha, vai embora.
Do outro lado um menino chora.
Um pobre sobrevive.
No bosque as folhas cantam,
o verde brilha.
Tanta beleza.
E os homens lá tão botando fogo!
Continuo andando
e um gato é atropelado,
um inocente já foi espancado.
Tudo tão rápido.
Sento então no verde
e falo com a folha.
Percebo ao fim minha impotência humana.
Entro no ônibus
e esqueço do gato, do menino...
Feliz,
enfim feliz.
Um átomo no universo
e mais nada.
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