A minha menina não sabe o que tem.
Não sabe o que ela quer, além
de mudar toda hora sem nem
pensar em mais nada, em ninguém.
Agora anda solta, um astro, uma luz.
Alegre da vida, radiante, o ônus
É ver ela sem rumo, em perigo, um obus.
Por isso pra ela essa canção eu compus.
Vaga na rua, inquieta, sozinha
a caminhar pouco fora da linha.
Tristeza não era da menina minha,
quem sabe então o que ela tinha?
Me diz ‘vou sair à noite’.
Vai, anjo querido, mas volte.
Não brinque com o tempo, com a morte,
já usou tanto a tua sorte.
Entendo tua aura, tua arte,
sei que quem cresce um dia parte.
Aparte disso me aperte,
não fiz mal nenhum em amarte.
Menina, indócil, tão doce..
Quem dera que antes fosse
sabor de outro gosto, outro amargo.
Cumpriria melhor o meu cargo?
O que me ocupava a mente
era você crescer diferente.
De não ser gente como outra gente.
Não pensei em você, no presente.
Menina, tanto medo que tive!
Da tua vontade de ser livre,
da tua raiva desvairada de fera.
Tua falta, excesso, não mais era
uma angustia de quem vive.
Minha menina perdida seria
simples, simplismente poesia
se eu deixasse o poço de rebeldia
gritar: alegria, alegria!
Não sabe o que ela quer, além
de mudar toda hora sem nem
pensar em mais nada, em ninguém.
Agora anda solta, um astro, uma luz.
Alegre da vida, radiante, o ônus
É ver ela sem rumo, em perigo, um obus.
Por isso pra ela essa canção eu compus.
Vaga na rua, inquieta, sozinha
a caminhar pouco fora da linha.
Tristeza não era da menina minha,
quem sabe então o que ela tinha?
Me diz ‘vou sair à noite’.
Vai, anjo querido, mas volte.
Não brinque com o tempo, com a morte,
já usou tanto a tua sorte.
Entendo tua aura, tua arte,
sei que quem cresce um dia parte.
Aparte disso me aperte,
não fiz mal nenhum em amarte.
Menina, indócil, tão doce..
Quem dera que antes fosse
sabor de outro gosto, outro amargo.
Cumpriria melhor o meu cargo?
O que me ocupava a mente
era você crescer diferente.
De não ser gente como outra gente.
Não pensei em você, no presente.
Menina, tanto medo que tive!
Da tua vontade de ser livre,
da tua raiva desvairada de fera.
Tua falta, excesso, não mais era
uma angustia de quem vive.
Minha menina perdida seria
simples, simplismente poesia
se eu deixasse o poço de rebeldia
gritar: alegria, alegria!
Cara, ficou SENSACIONAL. Que inspiração vc teve hoje..... gostei muito, muito bom mesmo
ResponderExcluir