Parasitose,
escabiose..
enquanto mais uma dose
esquenta a noite.
E no calor de corpos alheios,
beijos, seios, herpes.
Como viverei sem receios?
É não viver.
Estranho.
Melhor mesmo é seguir o rebanho?
Viver cheio de não me toque.
Não gostar de rock.
Pode?
Um frio a mais e pronto,
a sinusite!
E mesmo que eu me excite,
não dá, me deu cistite.
Vou tentar olhar o mar.
Mas olha só: peguei conjuntivite.
Uma noite a mais no bar
vômito, ressaca, mal estar.
Cama, sono.
Assim eu abandono
e me jogo ao léu.
Desapego de tudo;
roupas remédios, horários.
E só me importa o céu.
Mas como ficar bem?
Só encostar e
HPV.
Vai entender.
Meu corpo frágil e trêmulo,
febril.
A sífilis uma ameaça constante.
Ai meu coração juvenil!
Corro, fico ofegante,
parece um peito sufocante.
Por mais que eu me permita
minha garganta irrita.
Fácil é se escapar
dessa vida.
Bala, vício, acidente
e máquinas mortíferas.
Fácil é ficar em casa
e escapar do fim.
O mundo tão doente
e os sintomas em mim.
E na t.v. vai tudo bem.
(eu sei..)
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