Ah, se você tão só se desse conta, Lucia.
Não temeria
nem o mar nem o amor.
Olhe pro céu
Lucia.
Tanto brilho, tantas cores
e não sente nada?
Olhe as estrelas e sinta teu corpo
voando.
Se voce tão só enterrasse o passado,
esquecesse o medo.
Lucia, Lucia..
Se ao menos tentasse
a vida não seria
mera espera.
Não mais se aflita
sinta.
A vida é bonita
quando se arrisca,
quando se erra.
A vida,
esse troço pulsando na veia.
Essa coisa inexplicável de estar no mundo!
De sentir tudo.
Lucia,
tanto mar e tanto amor
e eu gostaria
que você olhasse pra fora.
Que você fosse embora,
dessa casa, dessa rotina,
desses panos maltrapilhos que te sufocam.
Dessa gaiola de moça certa que te cega.
Gostaria que jogasse fora
os caixotes embutidos no armário
com poses e retratos
dos que já partiram.
Lucia,
quantos sonhos ignorados?
Quanto amor não distrubuido?
Quanta vida que poderia ter sido
se não fosse a preocupação?
Quanta negação
quando o que se pedia era nada.
Ah Lucia...
Nenhum comentário:
Postar um comentário